Factos curiosos, e às vezes até interessantes, sobre as Marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos.
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Sabe quem compra um quarto das avelãs do mundo?
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A Ferrero compra um quarto da produção de avelãs do mundo, todos os
anos. O destino não será grande surpresa: a produção de Nutella.
Antes de 1959, os kiwis eram conhecidos como “groselha chinesa”. O fruto é originário da China e foi introduzido na Nova Zelândia em 1904, país que o tornou mundialmente famoso. Os produtores neozelandeses resolveram mudar o nome para dissociar o fruto do país comunista, durante a Guerra Fria. O nome kiwi provém da ave nacional neozelandesa. O nome é das variáveis mais importantes na formação da identidade de uma marca e, independentemente da nossa opinião, os produtores neozelandeses mostraram que tinham essa consciência. Não por acaso, a verdade é que, ainda hoje, boa parte das pessoas acha que o fruto é originário da Nova Zelândia. Foto de Lesly Juarez no Unsplash
A garrafa da Coca-Cola é um dos ícones incontornáveis desta marca. Chama-se “Contour” e foi criada em 1915 por Earl Dean, que ganhou um concurso entre engarrafadores americanos da Coca-Cola. A proposta de Earl Dean foi escolhida por cumprir os requisitos: a garrafa devia ser curvilínea e facilmente reconhecível mesmo no escuro ou partida. Há alguns anos, era habitual encontrar-se nas casas de banho públicas pedaços de jornais a fazerem a função de papel higiénico. Lembro-me de alguém me dizer que, se o design de um jornal fosse realmente bom, as pessoas saberiam, independentemente do tamanho do pedaço de papel, a que publicação estavam a limpar o traseiro. No fundo, qualquer uma destas histórias aponta para um fator muito importante na gestão de uma marca: os seus símbolos de identidade devem ser únicos. Foto de Taras Chernus on Unsplash
Serão poucas as pessoas que nunca ouviram falar do famoso slogan criado por Fernando Pessoa para a Coca-Cola: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Muitas ainda contarão a história de que a famosa frase nunca terá visto a luz do dia, por causa da oposição de Salazar e de Ricardo Jorge à bebida norte-americana de composição suspeita. A história da relação entre Fernando Pessoa e a Coca-Cola ficará agora ainda mais conhecida, e muito mais clara, em virtude de um fabuloso artigo publicado na edição do jornal "Expresso" desta semana. Para quem se interessa pela História da Publicidade, a verdadeira pérola está, no entanto, num pequeno anúncio que o artigo divulga - publicado, em 1927, no Diário de Lisboa. É a prova de que o anúncio da Coca-Cola chegou a ser publicado e, curiosamente, com uma redação diferente. "No primeiro dia: Estranha-se. No quinto dia: Entranha-se." Foto: Pormenor de imagem do "Diário de Lisboa", Fundação Mário Soares / ...